A equação é simples. Onde tem grandes obras, há máquinas pesadas. O aquecimento da construção civil reflete em todos os segmentos da cadeia produtiva. Os canteiros de obras se multiplicam pela cidade. O prognóstico para o futuro é de crescimento, levando em consideração três pilares importantes que vão exigir construções de grande porte: Copa do Mundo; Olimpíadas e obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
A efervescência do mercado brasileiro chama atenção do mercado internacional, como é o caso do asiático que há algum tempo vem operando no circuito nacional. A companhia chinesa, Sany, produtora de máquinas pesadas, tendo como principais produtos as máquinas de construção civil, pavimentação, escavação, reachstacker etc., atua no Brasil desde 2007, importando seus produtos direto da matriz na China. O potencial do país atraiu mais investimento estrangeiro. Em 2010, a Sany investiu US$200 milhões no mercado brasileiro. Desde 2011 passou a operar com a montagem de escavadeiras e guindastes, no interior de São Paulo, onde está sua base de fabricação. A perspectiva é de que a próxima etapa de expansão tenha início em 2013, quando o Grupo Sany iniciará a fabricação de equipamentos no País em um terreno de 560 mil m² adquirido em Jacareí-SP.
Hoje, a companhia possui faturamento superior a R$ 12 bilhões, 536 patentes autorizadas e ostenta os títulos de uma das 50 maiores fabricantes da indústria mecânica mundial e maior fabricante de equipamentos pesados da China. A expectativa é de que até 2014, o mercado brasileiro represente um percentual significativo do faturamento global da Sany.
No último dia 21, a Sany do Brasil realizou, em Aquiraz, uma demonstração prática de seus equipamentos, além de fazer sua apresentação oficial ao mercado cearense. “Essa apresentação vem para consolidar a marca Sany no mercado nordestino. A gente está aqui há um ano, em parceria com a Ciprol, tentando desbravar esse mercado. A Sany é reconhecida mundialmente. É uma empresa chinesa, porém globalizada. Temos fábricas ao redor do mundo e agora estamos tentando entrar forte no mercado brasileiro”, explicou o gerente regional de vendas da empresa, Anderson Verta.
DE OLHO NO NORDESTE
O olhar da gigante chinesa está no potencial construtivo do Nordeste. Através da Ciprol, representante e distribuidora das máquinas Sany na região, cuja matriz é cearense, a companhia asiática chega ao Ceará.
De acordo com Anderson Verta, o Nordeste é estratégico para o segmento de máquinas pesadas e de extrema importância para o crescimento das vendas. Segundo ele, a perspectiva é de que a linha amarela (máquinas pesadas) tenha um alto crescimento em 2012.
Para Verta, o Nordeste tem potencial para seguir a tendência de crescimento do mercado brasileiro, que deve ter um aumento de 18% nas vendas de máquinas e equipamentos utilizados no setor da construção e nas obras de infraestrutura, conforme indicadores do “Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção”.
A estimativa é compartilhada com o diretor da Ciprol, Ângelo Potrichi, que destaca as previsões para esta década. “As expectativas são muito boas para o Nordeste. A previsão é que para esta década, mesmo após a Copa, haverá muitas obras de infraestrutura e instalações de indústria em cidades como o Ceará e Pernambuco”, ponderou.
MÁQUINAS PESADAS EM PAUTA
A apresentação das máquinas da Sany do Brasil chamou a atenção da cadeia produtiva da construção civil. A demonstração pontuou a precisão e eficácia dos equipamentos, despertando o interesse comercial dos convidados. O empresário Elmo Júnior foi um dos presentes que adquiriu algumas máquinas no dia do evento.
“Conheci os produtos da Sany através de outras construtoras que já tinham adquirido equipamentos. Sou cliente há oito meses e acredito que a empresa tem potencial para conquistar o mercado brasileiro, pois possui a atenção e qualidade nos serviços e peças que fazem a diferença. Além disso, a demonstração prática dos equipamentos foi muito boa e bem explicada. Esse diferencial foi determinante pra a aquisição de mais máquinas no evento”, resumiu o empresário.
O aquecimento do mercado também foi apontado por Elmo Junior. “As vendas estão aquecidas. Com as facilidades de crédito, como a oferecida pela Caixa Econômica, a tendência é de que o setor continue em crescimento”, afirmou.

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