Ricardo Teixeira pode deixar definitivamente a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), devido à decisão da Justiça suíça de suspender o sigilo do dossiê do caso ISL, o maior escândalo de corrupção da história da Fifa. O dossiê revelaria que Teixeira e João Havelange pagaram para deixar sob sigilo a investigação criminal de 2010, que os acusa do recebimento de cerca de US$ 10 milhões no esquema multimilionário de propina.
A CBF não se pronuncia oficialmente desde que o caso explodiu. Interlocutores de Teixeira afirmam, no entanto, que ele não pretende se afastar da entidade. Na semana passada, o jornal suíço “Handelszeitung” publicou que um tribunal da Suíça rejeitou a ação que bloqueava os documentos. E que, com isso, eles serão abertos em até 30 dias, caso nenhum dos dois cartolas envolvidos recorra da ação.
Os papéis tratam da falência da ISL, ex-parceira de marketing da Fifa, e mostraria que vários dirigentes do alto escalão da entidade receberam um total de US$ 100 milhões (R$ 186 mi) em subornos.

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